Criança dada como morta em tragédia de Janaúba é reanimada pelos médicos

Uma das crianças dada como morta na tragédia de Janaúba foi reanimada pelas equipes médicas que trabalhavam para tratar os feridos e por isso o número de óbitos foi retificado na manhã desta sexta-feira. Segundo o major Flávio Santiago, assessor de imprensa da Polícia Militar, as equipes integradas de segurança que permanecem em Janaúba informaram a mudança no início da manhã de hoje.

“Felizmente uma criança do sexo feminino que foi noticiada também como falecida, por sucessivas reanimações cardíacas, ela permanece em vida. Isso é uma notícia muito boa diante de tanto caos e tanta tristeza, mas felizmente recebemos essa notícia e comunicamos com urgência a todos os segmentos da imprensa”, disse o militar.

A criança reanimada é Cecília Davina Gonçalves Dias, de 4 anos. Com isso, o número oficial de mortos na tragédia diminuiu de oito para sete, sendo cinco crianças, a professora Helley Abreu Batista, de 43 anos, que entrou e saiu da sala três vezes para tentar salvar as crianças, e Damião Soares dos Santos, de 50 anos, autor da tragédia. Damião também ateou fogo no próprio corpo depois de incendiar a sala e as crianças.

De acordo com a Santa Casa de Montes Claros, Cecília segue internada na unidade da cidade do Norte de Minas, junto com outras 10 crianças e uma funcionária da creche, de 23 anos. Segundo o Corpo de Bombeiros, outras 11 vítimas estão neste momento sendo tratadas no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.

Outras duas vítimas já estão previstas para saírem de Janaúba nesta manhã e também chegarem a Belo Horizonte, já que o João XXIII é referência estadual para o atendimento de queimados. De acordo com os bombeiros, elas chegarão de helicóptero e passarão por Montes Claros antes, por necessidade de abastecimento das duas aernonaves que serão usadas no transporte.

‘Ela foi uma verdadeira heroína’, diz prefeito sobre professora morta em tragédia de Janaúba

Foi confirmada a oitava morte da tragédia de Janaúba, no Norte de Minas. Na noite desta quinta-feira, o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura da cidade informaram que a professora Helley Abreu Batista, de 43 anos, não resistiu às queimaduras que atingiram 90% do corpo dela. A funcionária trabalhava no Centro Infantil Gente Inocente, no Bairro Rio Novo, onde o vigia Damião Soares dos Santos, de 50, ateou fogo em alunos, funcionários e ao próprio corpo. A professora, segundo o prefeito da cidade, Carlos Isaildon Mendes (PSDB), foi “uma verdadeira heroína. Ela entrou e saiu três vezes da sala de aula para tentar salvar as crianças”, disse.

Helley era funcionária efetiva do centro infantil e morava no município de Nova Porteirinha, separado de Janaúba por um rio. O corpo da professora ficou tão queimado que foi reconhecido pelo marido por meio da arcada dentária. Outra tragédia marcou a vida da família. No ano passado, o casal perdeu uma filha, vítima de afogamento.


Além de Helley, também morreram seis crianças, alunas do centro infantil. Três meninos e uma menina haviam falecido ainda no local, de manhã, no momento da tragédia. As vítimas são Luiz David Ferreira, Ana Clara Ferreira da Silva, Ruan Miguel Santos Silva, Juan Pablo Cruz dos Santos, todos de quatro anos. No início da noite, faleceram Renan Nicolas dos Santos Silva, de 6 anos, que estava com 90% do corpo queimado, e Cecília Davina Gonçalves Dias, de 4 anos, que teve 80% do corpo atingido pelas chamas. Eles morreram quando eram transferidos. O autor do crime Damião Soares dos Santos, de 50, faleceu no Hospital Regional de Janaúba. Com isso, chega a oito o número de mortos chega a oito.

Além das crianças e adultos feridos gravemente, houve outros casos de alunos e funcionários da creche que foram atendidos no hospital de Janaúba, por terem inalado fumaça. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Janaúba, Damião chegou à creche com uma mochila rosa nas costas.

Ao tocar a campainha, funcionários teriam achado estranho a presença do vigia fora do horário de trabalho, mas ele teria dito que iria entregar um atestado médico à direção da unidade. Damião levava na bolsa uma vasilha (pote de sorvete) com um líquido inflamável, possivelmente gasolina, que usou para atear fogo nas crianças e no próprio corpo. A sala onde os alunos estavam tem grades na janela e teto de PVC, uma espécie de material plástico, também inflamável.

Fonte: Estado de Minas

 

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