Fomos acusados sem provas’, afirma bispo de Minas preso em Goiás

Se não coloca em dúvida a legitimidade da política brasileira, os recentes escândalos de corrupção afugentam o eleitor. A Operação Lava-Jato, deflagrada em 2014 e que continua com desdobramentos, revelou um alto nível de degradação moral nos poderes Legislativo e Executivo.

Por mais assustadores que sejam as revelações de que políticos poderosos receberam milhões de reais de empreiteiros e financiaram campanhas com base em esquemas montados para lesar os cofres públicos, a corrupção não é nova na política nacional. Antes da Lava-Jato vieram o mensalão do PT, Anões do Orçamento, Operação Navalha.

Todos esses atos estão refletindo no descrédito do eleitor e fazendo com que muitos cidadãos prefiram não participar desse sistema. Nas eleições de 2014, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, 27 milhões de eleitores não compareceram às urnas. Outras 13 milhões de pessoas foram até os locais de votação.

Mas, ao se deparar com o equipamento, apertaram o número zero ou a tecla em branco na hora de apontar sua escolha para presidente da República. Somados, brancos, nulos e abstenções atingem a marca de 40 milhões de votos. Essa quantidade seria suficiente para definir quem seria o vencedor para o cargo mais importante da nação e mudar o rumo do país.

Votos brancos, nulos e abstenções não entram nas contas dos votos válidos. Desde 2002, eles vêm aumentando significativamente. No primeiro turno das eleições presidenciais de 2010, quando o país tinha 135 milhões de eleitores, 18,12% deles não votaram. Em 2002, a abstenção atingiu 17,74% e, em 2006, 16,75% e 19,76% nas últimas eleições gerais.

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