Foragida da justiça é presa em Pará de Minas na operação de carnaval desencadeada pela PM

Na tarde de quinta-feira, 08 de fevereiro de 2018, durante a Operação Pré-Carnaval, o Tático Móvel da Polícia Militar, com apoio do GEPMOR, policiamento de motocicletas da PM, compareceu na Rua Dois, Condomínio 04 do Condomínio Cecília Meireles, em Pará de Minas, para averiguar denúncias anônimas de que havia uma foragida da Justiça, no local.

Foi encontrada e abordada pelos militares, a infratora de iniciais J. C.M.F., de 33 anos, sendo confirmado que havia Mandado de Prisão contra ela, a qual foi presa e conduzida à Delegacia de Polícia. Ela tem passagens policiais anteriores por furto e tráfico de drogas. A infratora havia fugido da Penitenciária, enquanto cumpria pena no regime semi-aberto.

A situação anda tão crítica no Cecília Meireles que muitas famílias estão abrindo mão da própria casa em busca de sossego para viver, mesmo que isso signifique a volta para o aluguel.

Inaugurado há um ano, o conjunto habitacional foi muito disputado na cidade por milhares de famílias que sonhavam com a moradia própria, subsidiada pelo governo federal.

Mas nem de longe elas imaginavam viver dias pavorosos como os atuais, por causa do crescimento da criminalidade naquela região. No Cecília Meireles, que fica na parte alta do bairro Padre Libério, muitas famílias já nem abrem mais as janelas dos apartamentos.

Pra se ter idéia da gravidade da situação, dias atrás cinco famílias foram obrigadas a deixar seus apartamentos e os imóveis passaram a ser ocupados por bandidos. Para não levantar suspeitas os donos ainda receberam uma ameaça clara: se pararem de pagar as prestações serão penalizados.

As quadrilhas que ocuparam o Residencial Cecília Meireles estão ramificadas no Padre Libério e montaram esquema fortíssimo de vigilância. Quando as viaturas policiais entram no bairro, que fica na parte baixa, o alerta é disparado imediatamente pelo canal de whatsApp.

O monitoramento é feito dioturnamente e o esquema de comunicação dos bandidos também conta com outros aparatos modernos. Segundo informação das pessoas de bem, que moram na comunidade, mais de cem famílias já se mudaram e muitas outras só tomaram a mesma atitude pela falta de recursos financeiros para custear outra moradia.

O pânico é tão grande que as pessoas se recusam a denunciar publicamente a situação.

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