Reforma Trabalhista ainda é um desafio para os Sindicatos de Classe no Brasil

As Reformas Trabalhistas aprovadas e que entraram em vigor no final de 2017 continuam sendo um dos grandes desafios para os sindicatos de classe no Brasil, muitos ainda não conseguem trabalhar de acordo com as novas leis do trabalho e ainda ficaram sem o imposto sindical que antes era recolhido do trabalhador uma vez por ano.

O presidente do Sindicato dos Motoristas do Transporte Rodoviário de Pará de Minas e Igaratinga, Francisco Ferreira Borges, destaca as dificuldades que os sindicatos de classe vão enfrentar durante este ano de 2018 e ressalta que muitas entidades classistas vão fechar as portas.

Com a prevalência das negociações coletivas sobre o legislado, a reforma trabalhista, que entrou em vigor vai exigir novas formas para fortalecer sindicatos e outros órgãos de representação classista.

A alteração em pontos da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) enfraquece a representatividade das entidades ao tirar a obrigatoriedade da sua participação nas homologações de contratos, demissões, na negociação de acordos e também torna opcional o pagamento do imposto sindical que, em muitos casos, é a fonte de recursos dessas entidades.

São mudanças que deixam dúvidas não só para o trabalhador, mas também para os sindicatos. Na prática, antes das medidas serem efetivadas, o acordo só prevalecia sobre a lei se fosse mais favorável ao empregado. Caso a lei fosse mais vantajosa, ela ficaria acima da norma coletiva.

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